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Espaço de Débora

February 03

Editorial

Se vira nos 30!

 

São Paulo está sendo castigada há mais de 40 dias pelas chuvas incessantes. Um fenômeno natural? Sim. Conseqüências do aquecimento global? Também. Mas o caos que vivemos não tem só eles de culpados. Tem o governo e tem a população.

Porém, a maior parte dos transtornos causados pela chuva são uma “herança maldita” dos governos incompetentes anteriores que não fizeram os investimentos necessários na época. E a Cidade paga hoje por isso.

 

Não podemos colocar a culpa somente no prefeito atual. Se bem que devo citar o incrível congelamento de verba destinada a obras e serviços em áreas de risco que ele fez no último dia 21. Mesmo depois de toda a tragédia que São Paulo vem enfrentando desde o dezembro do ano passado devido a alagamentos, deslizamentos e mortes provocados pela chuva, a prefeitura da Cidade congelou R$ 25,6 milhões, valor este que representa 86,5% dos R$ 29,6 milhões disponíveis para essas ações no orçamento das 31 subprefeituras e da Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras. A Prefeitura diz que apenas os recursos das subprefeituras foram congelados porque serão remanejados nos próximos dias para os orçamentos de outras secretarias. Sei...

 

Enquanto isso a população que vive em lugares de risco ficam como? Tem que se virar nos 30, aprender a nadar e a fazer mágica para salvar seus bens da enchente e quem sabe obter super-poderes para sobreviver a um soterramento.

 

Não tem como não ser realista. No histórico desta Cidade há uma extrema falta de planejamento urbano e principalmente uma nula vontade de reverter a situação.

 

Soluções? Das soluções que restam para o problema, que passa desde a permeabilização do solo e até mesmo pelo reuso da água da chuva, limpezas constantes, uma vez que as soluções antigas de limpeza dos rios e abertura de novos canais de captação estão cada vez mais caras e complexas para serem concretizadas, além é claro, da remoção das famílias carentes das encostas e demais áreas de risco para locais de segurança.

 

E nós paulistanos podemos esperar pelo pior que virá nos próximos meses. “Malemá” terminou o verão e ainda faltam as águas de março.

 

(*) Editorial autoria de Débora Luz, redigido para a edição 269 do Jornal Gazeta da Região

December 11

Editorial

Aí sim... fomos surpreendidos novamente!

 

É... mais uma vez nós brasileiros fomos “surpreendidos” com mais um escândalo de corrupção.

 

O (ainda) governador José Roberto Arruda foi flagrado em um esquema de propina. Foi à tona um vídeo de 2006, época que era deputado, onde recebia dinheiro que seria fruto do pagamento de propina por empresas que prestavam serviços para o governo do Distrito Federal.

 

Arruda alegou que seria uma colaboração recebida para financiar ações sociais, entre as quais, a compra de panetones e brinquedos.

 

Mas isso só foi a ponta do iceberg. O vídeo não só mostrou ele como também outros políticos e funcionários no Distrito Federal recebendo propina e escondendo em meias e cuecas. Um aberração para a sociedade!

 

Depois das imagens gravadas, dizer que o dinheiro foi usado para comprar panetone é um atentado contra a inteligência humana. Ofende o bom senso daqueles que ainda o possuem nesse país.

 

O incrível é saber que esse senhor foi pego anos atrás envolvido com ACM no escândalo do painel do Senado. Negou, chorou, depois ficou óbvio e acabou confessando. E mesmo assim o povo deu outra “chance” e foi eleito governador do Distrito Federal.

 

Nosso país está perdido com tanta corrupção e impunidade e atravessa uma das mais visíveis crises morais já experimentadas em nossa história política. Enquanto não exterminarmos a corrupção, seremos sempre um país do futuro e nunca do presente.

 

Para isso, tudo e não somente, depende de cada um de nós. Após estes casos e mais casos de corrupção, temos o dever de dedicar o nosso voto àqueles que realmente nos representam com ética e não esses criminosos! E para limpar esse governo sujo atual só depende de um “detergente” eficaz: o nosso valioso voto.

 

Pense nisso e veja quem são realmente essas pessoas nas quais vocês colocarão a confiança de seu futuro.

Mas, esperamos que este caso não acabe impune como os mais outros que já apareceram anteriormente, aí teríamos uma única coisa nova: a piada. Que ao invés de pizza, o caso terminará em PANETONE!

 

(*) Editorial autoria de Débora Luz, redigido para a edição 267 do Jornal Gazeta da Região

Entrevista exclusica com Mercadante

Entrevista Exclusiva: Senador Aloizio Mercadante fala sobre a economia brasileira

O Senador Aloizio Mercadante visitou a região da Zona Sul nos últimos dias e aproveitou a oportunidade para falar sobre o cenário econômico brasileiro. Em entrevista exclusiva, Mercadante revela que o país está passando por um período promissor:

 

 

Débora Luz: O Senador comentou que o Petróleo corresponde a 12% da economia brasileira. Agora com o Pré-Sal, quais são as expectativas para a economia Paulista?

Aloizio Mercadante: Estamos fazendo uma modernização das refinarias para poder processar óleo bruto. Então está tendo um investimento muito grande e vamos construir mais cinco refinarias no Brasil. O petróleo do pré-sal entra em São Paulo da seguinte forma: consegui trazer para o Estado de São Paulo, na Bacia de Santos, a unidade de gás nacional da Petrobrás – que coordena toda a política de gás: gestão, exploração, produção. Então a baixada santista vai ter um apoio importante para a atividade do pré-sal porque os barcos e helicópteros que vão dar suporte às plataformas e também no litoral norte pela plataforma de Mexilhão vai subir todo o gás da Bacia de Santos através da Estação de Monteiro Lobato, em Caraguatatuba que vai bombear o gás até Taubaté/SP. Então vai ter um impacto importante na economia paulista; a Petrobrás vai contratar 240 mil novos profissionais. Então vai preparar a mão-de-obra, os empresários participarão dos investimentos. É uma área decisiva no futuro da economia no Brasil.

 

DL: No início dos anos 90 a Petrobrás lucrava por ano aproximadamente 500 milhões de dólares e após a quebra do monopólio do petróleo em 1997 e, sobretudo também, no governo Lula, esse lucro aumentou consideravelmente, chegando hoje perto dos 25 bilhões de dólares. Então porque mudar o modelo regulatório da área do pré-sal?

AM: Nós mudamos muita coisa na Petrobrás para chegar a isso. Quando terminou o governo FHC a Petrobrás valia 14 bilhões de dólares, hoje vale 208 bilhões de dólares e é a terceira empresa mais importante do mundo. Nós passamos a comprar todos os equipamentos importantes (plataformas, barcos, sondas) que estão sendo feitas nos estaleiros brasileiros. Nós substituímos as importações. Então porque mudar o marco regulatório? Porque o marco anterior com regime de concessão é adequado a um país de alto risco exploratório e campo de baixa produção, que era o caso brasileiro, onde o Estado transfere o risco para a empresa e a taxa de êxito das perfurações era em torno de 50%. No pré-sal a taxa de êxito é muito mais alta, é mais de 90%, o risco exploratório é muito baixo e são mega campos de petróleo. Então seria administrado a longo prazo o ritmo de exploração: o Estado recebe uma parcela do que é produzido; a Petrobrás, que descobriu o pré-sal, vai coordenar e gerir todo o processo e ter 30% desses campos; e 70% as empresas do setor privado poderão participar e investir. Com isso nós não perdemos a gestão estratégica do petróleo e vamos poder continuar a substituir importações. No regime de concessão o petróleo é da empresa que descobriu, como as multinacionais do petróleo e toda a estrutura de refino e distribuição estão fora do Brasil, elas querem cortar petróleo bruto e nós queremos exportar petróleo processado (derivado de petróleo) pra gerar mais investimento, mais emprego e mais desenvolvimento no Brasil

 

DL: Para finalizar, qual a opinião do Senhor, não como político e sim como economista, da conjuntura econômica no Brasil?

AM: “O país consolidou a estabilidade econômica. Tivemos um esforço muito grande, principalmente nos dois primeiros anos do governo Lula para conseguirmos mudar nossa política externa, olhar mais para os países em desenvolvimento. Hoje temos quase 240 bilhões de dólares em caixa de reservas cambiais e nesta crise que foi a maior desde o ano de 1929, vocês viram que nós conseguimos manter 200 milhões de dólares em caixa, então isso foi um teste muito importante e o Brasil sai fortalecido pela prudência da política econômica, pelo rigor, pela consistência, especialmente pelas contas externas. De um país devedor, durante 25 anos, prisioneiro da dívida externa, hoje nós somos credor do mundo, nós temos mais reservas do que dívidas, tanto que estamos emprestando 10 milhões de dólares ao FMI a um bom negócio porque paga juros acima do mercado. É um bom investimento. O Brasil deixou de ser problema no mundo para ser solução e isso traz um prestígio e um respeito muito grande”.         

 

Chuvas e caos em SP

Chuvas deixam São Paulo em caos

 

 

Entra ano, sai ano e as fortes chuvas que costumam cair durante o verão sempre provocam alagamentos. São Paulo, desde o começo do mês de dezembro, pena com as chuvas e no último dia 8, em apenas 12 horas, choveu na Cidade o equivalente a 70% do esperado para todo o mês de dezembro.

A chuva fez transbordar o rio Tietê, provocou dezenas de pontos de alagamentos, desmoronamentos, parou trens e causou mais de 150 km de lentidão na cidade.

 

Em função desses desastres naturais, muitos moradores das regiões prejudicados pelas cheias perdem seus bens e ficam desabrigados, pior, perderam vidas. Vinte e três pessoas morreram no Estado em decorrência das chuvas, segundo balanço da Defesa Civil estadual. Somente após o temporal do dia 8, dia mais chuvoso na capital paulista nos últimos dez anos, dez pessoas morreram.

 

Segundo dados da Defesa Civil, a cidade de São Paulo registrou até o fim do dia 9 de dezembro 892 famílias atingidas pelas chuvas, principalmente moradores da Zona Sul e Leste. Foram realizadas 413 interdições pelas subprefeituras e estas famílias foram atendidas pelos técnicos da assistência social onde receberam cobertores, colchões e alimentos. Desse número de famílias acima citado, 267 pessoas aceitaram ir para alojamentos ou abrigos. As demais optaram ir para a casa de amigos ou parentes.

 

Segundo informações, a Defesa Civil está em atuação 24 horas por dia, com uma equipe em cada uma das 31 subprefeituras, com atenção especial às regiões de M'Boi Mirim, Zona Sul e demais bairros da Zona Leste que sofreram desabamentos e alagamentos.

 

Dentre várias vítimas dessas chuvas, um caso a ser citado e que comoveu a Zona Sul foi de um desabamento que deixou cinco crianças soterradas em uma residência na Estrada do Jararau, Jardim Ângela; quatro morreram e uma foi retirada sem ferimentos.

 

É necessário que o Governo do Estado e Prefeitura se unam para realizar uma campanha de conscientização contra o descarte de lixo nas ruas e córregos pela população, principal causa dos alagamentos na cidade, pois piora o assoreamento.

 

A previsão para os próximos dias é de chuva. Então a população deve ficar alerta e quem reside em locais de risco ou de enchente, vá para casas de amigos ou parentes.

Rota Cicloturística

Aprovado Projeto de Lei que Cria a Rota Cicloturística "Márcia Prado"

 

 

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou dia 3 de dezembro, em segunda votação, o Projeto de Lei que cria a Rota Cicloturística Márcia Prado. O projeto de autoria do vereador Chico Macena tem como objetivo promover e divulgar o desenvolvimento turístico, cultural, ecológico, econômico, social e sustentável da APA (Área de Preservação Ambiental) Bororé Colônia.

 

A nomeação da rota homenageia a ciclista Márcia Regina Andrade Prado que lutou pela mobilidade por meio da bike e faleceu, no dia 14 de janeiro, vítima de um atropelamento por um ônibus na Avenida Paulista enquanto andava de bicicleta.

 

O projeto também prevê a implantação de ciclovia, ciclofaixa, tráfego compartilhado e sinalização necessária que permita o trânsito seguro de turistas com bicicleta. O percurso da rota Cicloturística inicia-se na estação Grajaú da CPTM e segue pela estrada de Itaquaquecetuba até o município de São Bernardo do Campo. Está previsto no projeto a inclusão da rota no calendário oficial de eventos turísticos, esportivos e de lazer da

cidade.

 

Desde que a APA Bororé-Colônia foi criada, em maio de 2006, a região tem se mostrado um promissor pólo de eco-turismo. A região tem potencial para a criação de atividades e roteiros que atraiam visitantes e turistas que vêm conhecer e participar de roteiros existentes na região como a pesca, caminhada, passeios por trilhas a cavalo e a pé, de barco, de bicicleta, de jipe, arvorismo, tirolesa e outras atividades de contato com a natureza.

 

Evento Teste

Dia 19 de dezembro o Instituto CicloBR, em parceria com o Parque da Serra do Mar, CPTM e Prefeituras das cidades São Paulo, São Bernardo Cubatão e Santos, irá realizar o evento teste da Rota Cicloturística Márcia Prado. A distância total da rota conta com percurso de 77 quilômetros. A Rota tem início no bairro do Grajaú, pelas cidades de São Bernardo do Campo, Cubatão e termina em Santos. Todo seu percurso será indicado através de placas especialmente confeccionadas para distinção da rota. O horário de funcionamento do Parque Estadual da Serra do Mar vai das 8h às 15h.  Mais informações e sobre o mapa da rota: www.ciclobr.com.br/rota_marcia_prado.asp
 
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Débora Luz